Aqui estão disponibilizadas apresentações em powerpoint contendo os critérios diagnósticos e de elegibilidade para tratamento cirúrgico de algumas das anomalias fetais.

 Transfusão feto-fetal - gestação gemelar monocoriônica

 Crescimento intra-uterino retardado seletivo (CIUR seletivo) - gestação gemelar monocoriônica
 
 Hernia Diafragmática Congênita

Dificuldades no diagnóstico diferencial nas gestações gemelares monocoriônicas (NOVO!!)

O diagnóstico da corionicidade em gestação gemelar é realizado através da ultra-sonografia até 14 semanas.

A gestação gemelar monocoriônica (placenta única) deve ser acompanhada de forma diferenciada e a repetição da ultra-sonografia deve ser, no mínimo mensal, e se houverem sinais indicativos de desequilíbiro hemodinâmico (discrepância entre as medidas da translucência nucal, ducto venoso reverso, "dobramento" da membrana amniótica, dispcrepância entre os pesos fetais, etc) este acompanhamento deve se tornar mais frequente (a cada 2 semanas, ou semanal, em casos intermédiários)

Muitas vezes, o diagnóstico diferencial da transfusão feto-fetal e do crescimento intra-uterino retardado seletivo pode ser difícil na gestação gemelar. Abaixo você encontra algumas imagens que podem ajudar no diagnóstico:

Na transfusão feto-fetal observa-se OBRIGATÓRIAMENTE aumento de líquido amniótico em uma das bolsas, associado à redução de líquido amniótico na outra. Isto é o que se denomina sequência POLI/OLIGO, porém para a indicação de terapia fetal é NECESSÁRIO que o maior bolsão seja superior a 8cm e o menor inferior a 2cm (acima de 18 semanas de gestação).

Medida do maior bolsão de líquido amnióticoFigura_8._Medida_do_maior_bolsão_de_líquido_amniótico_no_feto






Figura 1. O maior bolsão de líquido deve ser mensurado perpendicularmente à coluna da paciente (decúbito dorsal), não incluindo partes fetais ou cordão umbilical. A maior medida deve ser considerada, e a medida deve ser repetida algumas vezes, ao longo do exame de ultra-sonografia

Sinal do casulo ou cocoon

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Figura 2. Este sinal foi descrito por Quintero et al. em 2004 e se caracteriza pela ausência de líquido na bolsa do feto doador, fazendo com que a mensuração do maior bolsão de líquido não seja possível, até porque a própria caracterização da membrana se torna difícil. Como a membrana está "colada" ao feto, ela se torna mais hiperecogênica. Nesta situação o operador pode medir o bolsão de líquido abaixo dela, o que corresponderia ao bolsão do feto receptor e não do doador. A ausência de líquido no doador tornaria esta medida impossível.



Existem situações intermédiárias
ou casos intermediários, onde existem alterações ultra-sonográficas que não permitem fechar o diagnóstico de transfusão feto-fetal:

- observa-se diferença da quantidade de líquido amniótico entre as bolsas e/ou diferença entre o tamanho das bexigas fetais, porém a medida do maior bolsão de líquido amniótico não atinge 8cm e a do menor bolsão não é inferior a 2cm.

- abaixo de 16 semanas o diagnóstico de transfusão feto-fetal deve ser condiderado com cautela, em gestações entre 16 e 18 semanas o maior bolsão de líquido pode ser inferior a 8cm.

- a diferença entre os pesos dos fetos não é considerado como critério para o diagnóstico de transfusão, ou seja, os pesos fetais podem ser muito próximos (ou até iguais), na presença de transfusão feto-fetal

- pode haver oligoâmnio isolado ou polidrâmnio isolado, e esta condição não se caracterizar ou evoluir para transfusão feto-fetal


 
Apoios institucionais
Comissão de Ultra-sonografia da FEBRASGO e Comissão de Medicina Fetal da FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia)
Sociedade Brasileira de Ultra-sonografia (SBUS)
Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH)
Sociedade IberoAmericana de Diagnóstico e Tratamento Pré-natal (SIADTP)
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